sábado, abril 26, 2008

Melhor disco de 2008

Quando você pensa que o Opeth não tem mais o que inventar, Mikael Åkerfeldt (vocalista, guitarrista e compositor) e sua trupe nos pregam outra peça. Watershed é o trabalho mais complexo da história do grupo, formado em 1990.

As entradas de Fredrik Åkesson (guitarra, ex-Talisman) e Martin Axenrot (bateria) deram um novo vigor para o som da banda. O Opeth soa agressivo e viajante como nunca.

Apontar destaques neste disco seria injustiça. Mas não há como deixar passar a performance do tecladista Per Wiberg, que em Burden, um marco na carreira da banda, faz um solo fantástico, no melhor estilo dos grandes mestres do rock progressivo.

Coil, belíssima faixa de abertura, mostra todo o desprendimento do gênio sueco, ao dividir os vocais com a cantora Nathalie Lorichs. Um vídeo foi gravado para a música Porcelain Heart, para divulgar o disco, que sai dia 03 de junho, via Roadrunner Records.

Após álbuns maravilhosos como Blackwater Park e Deliverance, Watershed credencia o Opeth, definitivamente, como a banda mais original da última década.

domingo, março 23, 2008

75 anos do Senhor Grammy

Como medir o prestígio de alguém como Quincy Jones no cenário musical? Com 79 nominações (conquistou 27 prêmios), é a pessoa mais vezes indicada na história do Grammy Awards.

Quincy Delight Jones Jr. nasceu no dia 14 de março de 1933, em Chicago, estado de Illinois, USA. O músico, produtor, arranjador e compositor começou sua carreira vitoriosa em 1951, aos 18 anos.

Não foi dos grandes trompetistas, é verdade. Embora tenha gravado ótimos discos (como este da foto), Quincy Jones fez sucesso mesmo como arranjador nos anos 60. Seu trabalho foi requisitado por Frank Sinatra, Miles Davis, Ray Charles, Ella Fitzgerald e tantos outros.

O maior êxito da carreira, no entanto, veio em 1982. Produziu Thriller, disco de Michael Jackson que é recorde de vendas em todos os tempos e se consolidou como o produtor mais poderoso da indústria fonográfica.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

The Quiet Beatle

Que coisa. Já faz quase sete anos que George Harrison faleceu, em Los Angeles, devido a um câncer. O post de hoje é para celebrar o grande talento deste guitarrista, que pertenceu ao maior fenômeno musical de todos os tempos. Neste 25 de fevereiro o beatle completaria 65 anos de vida.

Autor de poucos, porém inesquecíveis sucessos do grupo como Something (gravada por Elvis Presley e Frank Sinatra), Taxman e Here Comes the Sun, sempre teve a sua capacidade deixada um pouco de lado pela dupla Lennon/McCartney.

Após a separação oficial dos Beatles, em 10 de abril de 1970, Harrison entrou em estúdio para gravar as músicas que não foram aceitas pelaa banda. Saiu All Things Must Pass, sua obra-prima, álbum triplo que inclui My Sweet Lord, maior sucesso da sua carreira solo.

domingo, fevereiro 24, 2008

Som do bem

O clima estava ótimo. Tirando o calor insuportável, a atmosfera de confraternização no auditório David Crispim Corrêa indicava que teríamos uma noite muito agradável.

Com o intento de promover a música local e, principalmente, arrecadar alimentos, as bandas Joe & Os Camaradas e Jeremias Sem Cão (foto) realizaram a primeira de três apresentações que estão previstas para 2008 no espaço.

Tudo acertado, às 20h30min Joe (violão e vocal) e Rogerinho (guitarra) começaram o primeiro show da noite. Com um repertório calcado no pop, rock e reggae, a dupla demonstrou estar bem entrosada.

Dentre as 10 músicas que eles tocaram, destacam-se a versão britpop para Don't You Leave Me So Down, da histórica Primavera nos Dentes, e Bola Azul, do segundo disco da banda que nunca foi lançado. Foi apenas um aperitivo para a estréia do grupo, prevista para abril.

Hora da Jeremias Sem Cão subir ao palco. Ainda divulgando Metaphorai, disco lançado em 2006, o trio, formado por JP (guitarra e vocal), Fernandes (baixo e vocal) e Rogério (bateria e vocal), abriu com Pesados & Leves e seguiu com mais 16 músicas, em pouco mais de uma hora de apresentação.

A banda, cujas influências vão do rock and roll setentista à música Folk, empolgou os cerca de 60 presentes no auditório (lotado) em músicas como Infernal, Carolina, O Peso e Pela Outra Mão. Biguaçu estava precisando de uma iniciativa como esta.

Para ler no TôPuto, clique aqui.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Obscuridades do Rock II

O Bloodrock, grupo formado em 1969 na cidade de Fort Worth, estado do Texas, foi, junto de nomes como Black Sabbath e Led Zeppelin, uma das primeiras bandas associadas ao Heavy Metal, estilo que começa a surgir na época.

O sexteto foi descoberto por Terry Knight, produtor conhecido pelos seus trabalhos com o Grand Funk Railroad. Através dele conseguiram um bom contrato com a Capitol Records, lançando, até 1975, seis discos de estúdio e um ao vivo.

A banda americana, por causa do seu som enérgico, uma mistura de Grand Funk com Deep Purple, acabou se tornando cult. Mereciam mais, pois os seus três primeiros discos (Bloodrock I, II e III) são verdadeiros clássicos do rock and roll.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Seção Obscuridades do Rock

Essa foi difícil encontrar. Algumas bandas são tão desconhecidas que eu não sei como vieram parar no meu computador, de verdade. Este grupo não é nada mais que um projeto do baterista inglês Graeme Charles Edge, conhecido pelo seu trabalho com o The Moody Blues.

Para completar o trio, recrutou os irmãos Adrian (guitarra e vocal) e Paul Gurvitz (baixo). Three Man Army e Gun, suas bandas anteriores, serão, evidentemente, assuntos para os próximos posts.

O Graeme Edge Band lançou dois discos: Kick Off Your Muddy Boots, este da foto, de 1975, que tem uma das capas mais bonitas que já vi e Paradise Ballroom, de 1977, cuja arte do álbum também foi criada pelo americano Joe Petagno, famoso por seus trabalhos para o Motörhead.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O tempo passa, meu velho

Nem parece, mas William Bruce Bailey, esse cara aí da foto, completa 46 anos de idade. Nascido no estado americano de Indiana, Axl Rose foi para Los Angeles tentar a vida como músico. A história todo mundo já sabe, não? A sua banda esteve no topo do mundo, até o Kurt Cobain aparecer.

Sem lançar um disco de inéditas com o Guns N' Roses desde 1991 (Use Your Illusion I & II), o vocalista continua sendo um dos homens mais polêmicos e influentes do meio musical, mesmo com o fiasco chamado Chinese Democracy, o disco mais caro que nunca foi feito.

Já critiquei muito esse cara e o Guns, mas devo reconhecer todo o seu talento e o trabalho intocável do grupo. Sou mais um que espera pelo "novo" disco. Espero que ele não nos decepcione.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Presente de grego

É até estranho. Um país tão maravilhoso e de história riquíssima como é a Grécia não ter tradição nenhuma no rock. Apesar de desconhecido, o Socrates Drank the Conium foi um dos poucos grupos daquele país a chamar atenção do público e da crítica.

Formado no ano de 1969, em Atenas, o quarteto durou até 1974 com este nome. Gravaram três ótimos discos: Socrates Drank the Conium (1972), Taste of Conium (1972) e On the Wings (1973). O som é um rock progressivo com muita influência de Jimi Hendrix e Cream.

Tudo ia bem, até o maluco do Vangelis aparecer. Em 1974, o renomado compositor entrou para a banda, que teve o nome reduzido para Socrates. Houve uma mudança no direcionamento musical do grupo e eles gravaram também três álbuns: Phos (1976), Waiting For Something (1980) e Breaking Through (1981).

terça-feira, janeiro 15, 2008

A Simple Man

Os bons (nem todos) morrem cedo. Ronnie Van Zant, vocalista e membro fundador do Lynyrd Skynyrd, morreu aos 29 anos, no trágico acidente que vitimou também o guitarrista Steve Gaines e sua irmã, Cindy.

Ronnie nasceu em Jacksonville, Flórida, no dia 15 de janeiro de 1948. Embora breve, sua carreira foi gloriosa. Até 1977, o ano do acidente de avião no Mississipi, o Lynyrd Skynyrd lançou cinco discos e se impôs como a grande banda do southern rock.

Em 1987, o irmão mais novo de Van Zant, Johnny, entrou no seu lugar e a banda volta aos palcos, após 10 anos de paralisação. Ronnie estaria orgulhoso do que o grupo vem fazendo, principalmente com o disco Vicious Cycle (03), o melhor desde a reunião.

Para homenagear este ícone da música americana, este humilde blog disponibiliza o vídeo de Sweet Home Alabama, o grande hit do Lynyrd Skynyrd.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Jeff Waters no Megadeth?

Após os rumores de que Glen Drover, membro do Megadeth desde 2004, teria deixado a banda para se dedicar à família, especulações sobre quem será o 10º guitarrista a fazer dupla com Dave Mustaine tomam conta da chamada "mídia especializada".

Jeff Waters, líder do Annihilator, fez questão de divulgar uma nota para esclarecer que não está no Megadeth. Parece notícia velha, mas não é. Desde 1989, quando Jay Reynolds (ex-Metal Church) saiu da banda, Waters é cotado para tocar ao lado de Mustaine.

O escolhido deve ser Chris Broderick, guitarrista do Jag Panzer, tradicional banda americana de heavy metal. Ele está atualmente excursionando com o Nevermore, substituindo Steve Smyth (ex-Testament), que deixou o grupo por motivos de saúde.

Voltando ao Jeff Waters, não consigo imaginá-lo no Megadeth. Seria uma dupla infernal, evidentemente. Mas é melhor deixar as coisas como estão. Cada tirano com o seu projeto.