Canterbury é conhecida por duas coisas: pela histórica Catedral da Cantuária, construída há séculos em estilo gótico, que é patrimônio da Unesco, e pela cena musical criada no final dos anos 60.
Na cidade localizada no sudeste da Inglaterra, que hoje tem mais de 50 mil habitantes, surgiram bandas como Soft Machine, Caravan e Gong², que faziam um som que misturava o rock progressivo com o jazz e a psicodelia.
Mais do que uma vertente do rock, a cena de Canterbury produziu artistas que apareceram e sumiram da mesma forma meteórica, deixando apenas um registro para os fãs do gênero. O caso mais famoso é o do Khan, que durou 18 meses.
Formado em abril de 1971, em Londres, a banda contava com os melhores músicos da região como Nick Greenwood (baixo e vocal), Eric Peachy (bateria), Dave Stewart (teclados) e o mestre Steve Hillage (guitarra e vocal).
O resultado dessa união é Space Shanty, lançado em maio do ano seguinte pela Deram Records. As seis belíssimas e complexas composições do disco deixam uma incrível vontade de ouvir mais, o que infelizmente não é possível.
Outras bandas da cena já citadas acima tiveram mais sorte que o Khan, lançaram vários álbuns e ainda hoje são lembradas como grandes nomes do rock progressivo, mas possivelmente não gravaram um disco tão bacana quanto esse, um dos clássicos perdidos do estilo.
Confira o post no site Progshine.
Ouça Driving to Amsterdam, quarta faixa de Space Shanty.
²Banda de origem francesa.
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quinta-feira, março 04, 2010
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