Rhapsody of Fire e Brasil Papaya
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quinta-feira, junho 27, 2013
Nova crítica
Eu bem que tento, mas não consigo ficar longe desse blog. Escrever sobre música é a minha verdadeira paixão e, felizmente, tenho um espaço nobre para exercer esse "hobby", que é o caderno Plural, do Jornal Notícias do Dia, do Grupo RIC, comandado bravamente pela jornalista Dariene Pasternak. Então, sempre que possível, postarei uma crítica minha aqui. O post de hoje é sobre o Rhapsody of Fire, banda italiana que fez sucesso na última década com um som voltado para o power metal/sinfônico. O segundo texto fala sobre o novo DVD do Brasil Papaya, maior banda do rock instrumental brasileiro, que completa 18 anos de estrada. Comentários são bem-vindos.
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segunda-feira, janeiro 10, 2011
Melhores de 2010
Para começar o ano, nada melhor do que fazer uma retrospectiva do ano passado. Ainda que atrasado, o post é válido. Foi difícil apontar um disco como o melhor de 2010, que foi muito bom em termos de lançamentos. Prova disso é que os álbuns do Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Slash, por exemplo, todos ótimos, ficaram de fora. E aí, quais são os seus discos preferidos de 2010?
Orphaned Land - The Never Ending Way of ORwarriOR
Nevermore - The Obsidian Conspiracy
Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy
Kamelot - Poetry for the Poisoned
Heathen - The Evolution of Chaos
Jamiroquai - Rock Dust Light Star
Dirty Sweet - American Spiritual
Grand Magus - Hammer of the North
Avenged Sevenfold - Nightmare
Emancipator - Safe In the Steep Cliffs
Orphaned Land - The Never Ending Way of ORwarriOR
A expectativa criada por conta da obra-prima Mabool, de 2004, fez The Never Ending Way of ORWarriOR o disco mais aguardado nos últimos anos da cena metálica. O Orphaned Land não decepcionou, muito pelo contrário. Produzidos por Steven Wilson, os israelenses entregaram outro trabalho fantástico. Só o tempo vai dizer se o novo álbum se equivale a Mabool. No momento, só posso dizer que é maravilhoso.
Nevermore - The Obsidian Conspiracy
E o título de melhor guitarrista da atualidade vai para... Jeff Loomis. O que esse robô manda ver nas sete cordas não é brincadeira, é de ficar de queixo caído. O Nevermore enxugou um pouco as partes mais complexas, mas não economizou na pancadaria. The Obsidian Cospiracy soa moderno e mais direto. Elogiar o vocalista Warrel Dane virou chover no molhado, mas não vou me furtar de registrar que o cara, como sempre, impressiona.
Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy
O rapper e produtor norte-americano é odiado por grande parte do público e amado por uma parcela ainda maior da crítica, que o coloca como novo rei do pop (ele mesmo faz isso). Não nego que o cara é um grande escroto, mas não posso deixar que isso comprometa o fato de que Kanye West gravou um dos melhores discos do ano, com direito a um vídeo bizarro de 34 minutos chamado Runaway.
Kamelot - Poetry for the Poisoned
Ainda que o Angra tenha gravado Temple of Shadows, o melhor disco do power metal, o Kamelot chegou perto com The Black Halo (2005), e ainda tem à disposição algo que os brasileiros não têm: Roy Khan. O vocalista norueguês faz toda a diferença nesse grupo, que é muito competente e desenvolveu ao longo dos anos um estilo próprio de fazer música pesada. Melhor que o Ghost Opera.
Heathen - The Evolution of Chaos
The Evolution of Chaos é uma aula de como se faz thrash metal. O Heathen ficou pelo caminho depois de gravar dois clássicos e foi relegado ao segundo escalão do estilo por isso. O que é pouco para essa máquina de criar riffs chamada Lee Altus, o cérebro por trás do Heathen, uma banda tão boa quanto Exodus e Anthrax, mas que não teve a mesma sorte. Um arregaço!
Jamiroquai - Rock Dust Light Star
Se os três últimos lançamentos (1999, 2001 e 2005) do Jamiroquai deixaram a desejar, Jay Kay e sua trupe voltaram com tudo em Rock Dust Light Star, resgatando a energia do Travelling Without Moving. Com ótimos músicos ao seu lado, o vocalista inglês surpreende com um trabalho agradável de ouvir do início ao fim, repleto de groove e hits.
Dirty Sweet - American Spiritual
Quando conheci o som do Dirty Sweet percebi que estava diante de uma banda que seria grande. O quarteto californiano tirou nota dez na prova do segundo disco com o seu rock and roll simples, mas muito bem feito e diversificado. Não se surpreenda se daqui alguns anos o Dirty Sweet apareça no topo como um dos grandes nomes dessa nova década. Talento não falta.
Grand Magus - Hammer of the North
Apesar de o Grand Magus chegar ao quinto disco com Hammer of the North, só fui conhecer melhor o grupo neste ano. E olha que já era fã do trabalho do vocalista Janne “JB” Christoffersson com o Spiritual Beggars. A música do trio sueco é o mais puro heavy metal, com destaque para os vocais incríveis de JB, que também se mostra um ótimo guitarrista.
Avenged Sevenfold - Nightmare
Antes do baterista Mike Portnoy entrar para o Avenged Sevenfold, que substituiu o falecido James Sullivan, nunca tinha prestado atenção na banda liderada pelo vocalista M. Shadows. Nightmare é um disco poderoso, com riffs pesados e solos de guitarra impressionantes. Supresa do ano.
Emancipator - Safe In the Steep Cliffs
Tinha calafrios quando lia que algum artista estava associado ao gênero eletrônico. Aos poucos, no entanto, fui ouvindo e descobrindo álbuns como Safe In the Steep Cliffs, do produtor Douglas Appling, o Emancipator. A sonoridade moderna e viajante do trip hop me cativou de tal maneira que sou obrigado a reconhecer que o garoto é genial.
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terça-feira, setembro 14, 2010
Quanta diferença...
Até pouco tempo atrás, quase tudo o que eu sabia de guitarra, ou o que me fazia gostar dela, tinha ligação com Marty Friedman. Por causa dele virei fã do Megadeth, minha banda preferida.
Como pode o cara que gravou o solo de Tornado of Souls, que ainda hoje me emociona, ter lançado esse lixo chamado Bad DNA? O nono trabalho de estúdio do guitarrista não lembra em nada o brilhante compositor de Forbidden City.
Há tempos que Friedman investe em esquisitices, e o resultado não poderia ser outro: Sua carreira não é sombra do que foi. O engraçado é que o trabalho de guitarra nesse disco é ótimo, mas a bateria eletrônica acabou com tudo, infelizmente.
Ouça Specimen, faixa de abertura do álbum.
Ao ouvir Fuzz Universe, terceiro disco instrumental (nono de estúdio) na sequência de Paul Gilbert, fico me questionando se existe alguém no mundo capaz de superá-lo nas seis cordas. Acho difícil.
O guitarrista, que fez fama nos anos 90 com a banda de hard rock Mr. Big, exibe uma regularidade impressionante no novo trabalho, lançado no início de agosto.
Dono de um senso de humor e talento únicos, Paul Gilbert nunca decepciona. Confesso que gosto mais dos discos em que o guitarrista também canta, mas seria um pecado se ele não fizesse discos como Fuzz Universe.
Ouça a faixa-título.
E aí, qual é o melhor?
Como pode o cara que gravou o solo de Tornado of Souls, que ainda hoje me emociona, ter lançado esse lixo chamado Bad DNA? O nono trabalho de estúdio do guitarrista não lembra em nada o brilhante compositor de Forbidden City.
Há tempos que Friedman investe em esquisitices, e o resultado não poderia ser outro: Sua carreira não é sombra do que foi. O engraçado é que o trabalho de guitarra nesse disco é ótimo, mas a bateria eletrônica acabou com tudo, infelizmente.
Ouça Specimen, faixa de abertura do álbum.
Ao ouvir Fuzz Universe, terceiro disco instrumental (nono de estúdio) na sequência de Paul Gilbert, fico me questionando se existe alguém no mundo capaz de superá-lo nas seis cordas. Acho difícil.
O guitarrista, que fez fama nos anos 90 com a banda de hard rock Mr. Big, exibe uma regularidade impressionante no novo trabalho, lançado no início de agosto.
Dono de um senso de humor e talento únicos, Paul Gilbert nunca decepciona. Confesso que gosto mais dos discos em que o guitarrista também canta, mas seria um pecado se ele não fizesse discos como Fuzz Universe.
Ouça a faixa-título.
E aí, qual é o melhor?
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quarta-feira, julho 28, 2010
O puro heavy metal do Grand Magus
Fundado em 1996, em Estocolmo, Suécia, o Grand Magus gravou o seu primeiro trabalho somente após cinco anos. No mês passado, o trio lançou Hammer of the North, seu quinto álbum, pela Roadrunner Records alemã.O grande trunfo do grupo é o vocalista, guitarrista Janne "JB" Christoffersson, que saiu recentemente do Spiritual Beggars para se concentrar somente no Grand Magus. Além de ser um cantor incrível, o cara ainda manda bem nas seis cordas.
Tanto nas composições mais rápidas, como a furiosa I, the Jury, que abre o disco, quanto no encerramento, com a cadenciada Ravens Guide Our Way, o trio, completado por Fox Skinner (baixo) e Sebastian Sippola (bateria), abusa da simplicidade e faz um som direto e pesado.
Se com Iron Will, lançado em 2008, o Grand Magus tinha dado um grande passo para a saída do underground, com o novo álbum as portas do sucesso foram escancaradas. Nada mais justo, pois Hammer of the North é fantástico.No dia 25 de janeiro, escrevi que o Orphaned Land gravou o melhor disco de 2010. Duvidei que algum grupo superasse os israelenses, mas estava enganado. Pensar na lista de final de ano está cada vez mais difícil. Culpa do Grand Magus e do seu puro heavy metal.
Veja o clipe de Hammer of the North.
quarta-feira, julho 21, 2010
A melodia pesada do Flametal
Os leitores do blog já puderam conferir clássicos do rock e heavy metal transformados brilhantemente em jazz pelo guitarrista Alex Skolnick (Testament) e seu trio.
Se com o jazz as canções ganharam um ar requintado, imaginem como seria ouvir Iron Maiden, Slayer e Megadeth em versões de música flamenca, com todos aqueles dedilhados sensacionais e as batidas das castanholas.
Heavy Mellow é o terceiro disco do Flametal, lançado de forma independente no mês de maio. Como o nome explicita, o grupo liderado guitarrista Benjamin Woods une em suas composições o peso do heavy metal com a técnica apurada e bravura do flamenco.
Nos dois primeiros álbuns do Flametal, gravados em 2005 e 2008, Woods resolveu apostar em material próprio. Os trabalhos foram bem aceitos, mas não alcançaram a repercussão desejada. Talvez por isso, o exímio guitarrista voltou sua atenção para as releituras, a fim de conseguir maior atenção da mídia especializada.
Apesar de ser tecnicamente perfeito, não é o tipo de som que a gente pode ouvir a qualquer hora, todos os dias. Vale mais pelo caráter inusitado e pela curiosidade em ouvir temas como Gates of Babylon (Rainbow), Bark at the Moon (Ozzy), Sails of Charon (Scorpions) e muitas outras na guitarra flamenca.
Ouça Aces High, faixa de abertura de Heavy Mellow.
Se com o jazz as canções ganharam um ar requintado, imaginem como seria ouvir Iron Maiden, Slayer e Megadeth em versões de música flamenca, com todos aqueles dedilhados sensacionais e as batidas das castanholas.
Heavy Mellow é o terceiro disco do Flametal, lançado de forma independente no mês de maio. Como o nome explicita, o grupo liderado guitarrista Benjamin Woods une em suas composições o peso do heavy metal com a técnica apurada e bravura do flamenco.
Nos dois primeiros álbuns do Flametal, gravados em 2005 e 2008, Woods resolveu apostar em material próprio. Os trabalhos foram bem aceitos, mas não alcançaram a repercussão desejada. Talvez por isso, o exímio guitarrista voltou sua atenção para as releituras, a fim de conseguir maior atenção da mídia especializada.
Apesar de ser tecnicamente perfeito, não é o tipo de som que a gente pode ouvir a qualquer hora, todos os dias. Vale mais pelo caráter inusitado e pela curiosidade em ouvir temas como Gates of Babylon (Rainbow), Bark at the Moon (Ozzy), Sails of Charon (Scorpions) e muitas outras na guitarra flamenca.
Ouça Aces High, faixa de abertura de Heavy Mellow.
terça-feira, julho 13, 2010
Dia mundial do rock completa 25 anos
Quando o músico irlandês Bob Geldof organizou o Live Aid, no dia 13 de julho de 1985, mal sabia ele que a data seria escolhida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Mundial do Rock.
Para não deixar passar batido, resolvi prestar (de novo) uma homenagem ao grande Ronnie James Dio, o melhor vocalista do gênero, que completaria 68 anos se estivesse entre nós.
Depois do seu falecimento, no mês de maio, tributos e mais tributos chegam ao mercado tentando ganhar algum em cima do carismático baixinho. A exceção fica por conta do cantor norueguês Jorn Lande, que desde o ano passado vinha trabalhando em um álbum dedicado a ele.
Fã declarado do vocalista, Jorn já tinha gravado duas músicas de Dio no disco Unlocking the Past, de 2007. Com a morte dele, houve gente que o chamou de oportunista, mas quem o conhece sabe que Dio é apenas um tributo ao ídolo.
O que importa é que o disco, cujo repertório mescla canções da carreira solo do baixinho e da sua passagem pelo Black Sabbath, é um trabalho honesto, do qual Dio ficaria feliz e orgulhoso em ouvir.
Ouça abaixo a inédita Song For Ronnie James, que ganhou um clipe, que pode ser visto clicando aqui.
Para não deixar passar batido, resolvi prestar (de novo) uma homenagem ao grande Ronnie James Dio, o melhor vocalista do gênero, que completaria 68 anos se estivesse entre nós.
Depois do seu falecimento, no mês de maio, tributos e mais tributos chegam ao mercado tentando ganhar algum em cima do carismático baixinho. A exceção fica por conta do cantor norueguês Jorn Lande, que desde o ano passado vinha trabalhando em um álbum dedicado a ele.
Fã declarado do vocalista, Jorn já tinha gravado duas músicas de Dio no disco Unlocking the Past, de 2007. Com a morte dele, houve gente que o chamou de oportunista, mas quem o conhece sabe que Dio é apenas um tributo ao ídolo.O que importa é que o disco, cujo repertório mescla canções da carreira solo do baixinho e da sua passagem pelo Black Sabbath, é um trabalho honesto, do qual Dio ficaria feliz e orgulhoso em ouvir.
Ouça abaixo a inédita Song For Ronnie James, que ganhou um clipe, que pode ser visto clicando aqui.
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quarta-feira, julho 07, 2010
A volta às origens do KoЯn
No próximo dia 13, o KoЯn lança nos Estados Unidos III - Remember Who You Are, nono álbum de estúdio, pela Roadrunner Records. Apesar de não ter nenhuma música memorável, o trabalho é consistente como poucos na discografia do grupo.
Os detratores podem ter os seus motivos para não gostar da banda, mas justificar que eles são new metal é pura ignorância. Se tem uma coisa que não se compra por aí é identidade. Não existe outro KoЯn.
Ross Robinson (Sepultura, Limp Bizkit, Slipknot, entre outros) é o responsável pelo resgate da sonoridade praticada nos dois primeiros álbuns do grupo, - KoЯn (1994) e Life is Peachy (1996) - dos quais foi o produtor e engenheiro de som.
O resultado alcançado é não menos que impressionante. Todo o peso descomunal das guitarras de Munky, o incondível timbre do baixo de Fieldy e os fantásticos, porém esquisitos vocais de Jonathan Davis estão em Remember Who You Are. Menção honrosa para o baterista Ray Luzier pelo excelente trabalho.
Um ótimo clipe foi gravado para Oildale (Leave Me Alone), primeiro single do disco, lançado no dia 4 de maio. O KoЯn apostou na simplicidade dessa vez e, mesmo assim, continua sendo uma das melhores e mais originais bandas da sua geração.
Ouça The Past.
Os detratores podem ter os seus motivos para não gostar da banda, mas justificar que eles são new metal é pura ignorância. Se tem uma coisa que não se compra por aí é identidade. Não existe outro KoЯn.
Ross Robinson (Sepultura, Limp Bizkit, Slipknot, entre outros) é o responsável pelo resgate da sonoridade praticada nos dois primeiros álbuns do grupo, - KoЯn (1994) e Life is Peachy (1996) - dos quais foi o produtor e engenheiro de som.
O resultado alcançado é não menos que impressionante. Todo o peso descomunal das guitarras de Munky, o incondível timbre do baixo de Fieldy e os fantásticos, porém esquisitos vocais de Jonathan Davis estão em Remember Who You Are. Menção honrosa para o baterista Ray Luzier pelo excelente trabalho. Um ótimo clipe foi gravado para Oildale (Leave Me Alone), primeiro single do disco, lançado no dia 4 de maio. O KoЯn apostou na simplicidade dessa vez e, mesmo assim, continua sendo uma das melhores e mais originais bandas da sua geração.
Ouça The Past.
terça-feira, junho 22, 2010
A falta que Zakk Wylde faz
Scream, novo disco de Ozzy, lançado hoje pela Epic Records, confirma algo que todos sabiam que aconteceria: o Príncipe das Trevas sente falta de Zakk Wylde, seu pupilo e parceiro de composição há mais de 20 anos.
Confesso que não dei a atenção merecida (deveria?) para Black Rain, último trabalho da eterna voz do Black Sabbath com o guitarrista. Há tempos, mais precisamente desde Ozzmosis, o cantor britânico de 61 anos não grava um álbum convincente.
Ora bolas. Qual o problema, então, em Scream? Simples. Os harmônicos poderosos e o estilo inconfundível de Zakk Wylde não estão presentes no disco. É muito estranho ouvir a voz do Madman sem o acompanhamento dos riffs monstruosos do guitarrista.
Para o seu lugar, Ozzy contratou o jovem e talentoso Gus G., conhecido pelos seus trabalhos com o Dream Evil, Firewind, Mystic Prophecy e Nightrage. Apesar de ter apenas 29 anos, o grego é experiente e não decepciona, mas não adianta. Os fãs querem Zakk Wylde.
Em entrevista publicada na última Veja, o vocalista declarou que faz sempre o mesmo disco. "As músicas têm o mesmo estilo e as letras tratam dos mesmos assuntos. Mas estou com um guitarrista novo, o grego Gus G.", disse.
Por mais contraditório que possa parecer, gostei do disco. A entrada do guitarrista grego deu uma renovada no som de Ozzy, mas acho que os fãs mereciam mais. Parece que está faltando alguma coisa. E você, sentiu falta do Zakk? O Príncipe das Trevas, pelo que mostra em Scream, sim.
Ouça Let It Die, faixa de abertura do novo disco.
Confesso que não dei a atenção merecida (deveria?) para Black Rain, último trabalho da eterna voz do Black Sabbath com o guitarrista. Há tempos, mais precisamente desde Ozzmosis, o cantor britânico de 61 anos não grava um álbum convincente.
Ora bolas. Qual o problema, então, em Scream? Simples. Os harmônicos poderosos e o estilo inconfundível de Zakk Wylde não estão presentes no disco. É muito estranho ouvir a voz do Madman sem o acompanhamento dos riffs monstruosos do guitarrista.
Para o seu lugar, Ozzy contratou o jovem e talentoso Gus G., conhecido pelos seus trabalhos com o Dream Evil, Firewind, Mystic Prophecy e Nightrage. Apesar de ter apenas 29 anos, o grego é experiente e não decepciona, mas não adianta. Os fãs querem Zakk Wylde.
Em entrevista publicada na última Veja, o vocalista declarou que faz sempre o mesmo disco. "As músicas têm o mesmo estilo e as letras tratam dos mesmos assuntos. Mas estou com um guitarrista novo, o grego Gus G.", disse.
Por mais contraditório que possa parecer, gostei do disco. A entrada do guitarrista grego deu uma renovada no som de Ozzy, mas acho que os fãs mereciam mais. Parece que está faltando alguma coisa. E você, sentiu falta do Zakk? O Príncipe das Trevas, pelo que mostra em Scream, sim.
Ouça Let It Die, faixa de abertura do novo disco.
quarta-feira, maio 19, 2010
Cynic retraça sua sonoridade
Se por um lado sobram adjetivos para descrever o talento de Paul Alberto Masvidal na guitarra, suas habilidades como vocalista são mais modestas.
Em Re-Traced, mini-álbum do Cynic lançado na segunda-feira pela Season of Mist, isso fica mais do que evidente. Apesar de ter uma boa voz, Masvidal sentiu falta do Vocoder.
Não vou apontar como o pecado do EP o desempenho de Paul ao microfone, apenas senti falta da voz robotizada característica do genial ex-guitarrista do Death, que consta na fantástica música inédita Wheels Within Wheels.
A expectativa por um novo trabalho do Cynic era enorme por conta do lançamento de Traced In Air (2008), gravado 15 anos depois do mítico Focus, considerado uma obra-prima do metal. Essas quatro regravações darão o que falar. Em vez do peso das guitarras, violões e batidas eletrônicas.
Na primeira audição, estranhei bastante, mas entendi a proposta. Se o fã do grupo levar Re-Traced como uma visão diferente (e mais simples) das músicas, tenho certeza de que gostará do resultado. Sabendo que não será esse o caminho a ser percorrido pelo Cynic, fica mais fácil aceitar e gostar dessas versões. Ainda bem.
Ouça e compare Integral Birth e Integral (regravação).
Em Re-Traced, mini-álbum do Cynic lançado na segunda-feira pela Season of Mist, isso fica mais do que evidente. Apesar de ter uma boa voz, Masvidal sentiu falta do Vocoder.
Não vou apontar como o pecado do EP o desempenho de Paul ao microfone, apenas senti falta da voz robotizada característica do genial ex-guitarrista do Death, que consta na fantástica música inédita Wheels Within Wheels.
A expectativa por um novo trabalho do Cynic era enorme por conta do lançamento de Traced In Air (2008), gravado 15 anos depois do mítico Focus, considerado uma obra-prima do metal. Essas quatro regravações darão o que falar. Em vez do peso das guitarras, violões e batidas eletrônicas.
Na primeira audição, estranhei bastante, mas entendi a proposta. Se o fã do grupo levar Re-Traced como uma visão diferente (e mais simples) das músicas, tenho certeza de que gostará do resultado. Sabendo que não será esse o caminho a ser percorrido pelo Cynic, fica mais fácil aceitar e gostar dessas versões. Ainda bem.
Ouça e compare Integral Birth e Integral (regravação).
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segunda-feira, maio 17, 2010
E a voz do metal se calou...
Ainda estou abalado com a notícia da morte de Ronnie James Dio, ontem, aos 67 anos, de câncer no estômago. Sendo um grande ídolo meu, devo confessar que uma parte de mim se foi junto com ele.
Não tem, nunca houve, nem existirá alguém como ele. O baixinho foi, continua sendo e sempre será o maior vocalista do heavy metal em todos os tempos.
Depois de tudo o que já disseram, não preciso escrever mais que isso, mas presto a minha homenagem ao grande mestre. O dia 16 de maio fica conhecido a partir de agora como um dos mais tristes da história do rock. O dia em que a voz do metal se calou.
Wendy Dio, esposa do Deus do Metal, postou no site oficial do cantor a seguinte mensagem: "Meu coração está partido, Ronnie faleceu às 7h45. Muitos amigos e familiares puderam se despedir antes que ele fosse em paz. Ele sabia como era muito amado por todos... saibam que ele amou vocês todos e que a sua música viverá para sempre".
Ouça Self Portrait (Rainbow), Shame On the Night (Dio) e Computer God (Black Sabbath) para ter certeza de que ele foi o cara.
Não tem, nunca houve, nem existirá alguém como ele. O baixinho foi, continua sendo e sempre será o maior vocalista do heavy metal em todos os tempos.
Depois de tudo o que já disseram, não preciso escrever mais que isso, mas presto a minha homenagem ao grande mestre. O dia 16 de maio fica conhecido a partir de agora como um dos mais tristes da história do rock. O dia em que a voz do metal se calou.
Wendy Dio, esposa do Deus do Metal, postou no site oficial do cantor a seguinte mensagem: "Meu coração está partido, Ronnie faleceu às 7h45. Muitos amigos e familiares puderam se despedir antes que ele fosse em paz. Ele sabia como era muito amado por todos... saibam que ele amou vocês todos e que a sua música viverá para sempre".
Ouça Self Portrait (Rainbow), Shame On the Night (Dio) e Computer God (Black Sabbath) para ter certeza de que ele foi o cara.
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quarta-feira, maio 12, 2010
Nevermore de volta ao topo com novo disco
Quem achou que o Nevermore seria deixado para trás depois que Warrel Dane (vocal) e Jeff Loomis (guitarra) iniciaram carreira solo, em 2008, se enganou.
Após o ótimo This Godless Endeavor (2005), último trabalho do quarteto, as expectativas para o novo disco da banda eram as maiores possíveis. Felizmente, elas corresponderam.
The Obsidian Conspiracy, que será lançado no dia 8 de junho nos Estados Unidos (mais cedo na Europa e Austrália) pela Century Media, é menos complexo que o anterior, mais direto e incrivelmente pesado, uma sonoridade semelhante a do criticado Enemies of Reality, de 2003.
Warrel Dane teve total liberdade nesse álbum e não decepciona, suas linhas vocais estão fantásticas como sempre. Jeff Loomis é uma máquina de criar riffs e solos arrasadores. Jim Sheppard (baixo) e Van Williams (bateria) completam o time infernal do Nevermore.
Outro ponto que realça a qualidade do grupo é o trabalho da dupla Peter Wichers (produção) e Andy Sneap (mixagem), que deixou o som de The Obsidian Conspiracy cristalino. Ainda é cedo para dizer em que lugar o disco pode chegar. No momento, basta dizer que ele é sensacional.
Ouça Emptiness Unobstructed.
Após o ótimo This Godless Endeavor (2005), último trabalho do quarteto, as expectativas para o novo disco da banda eram as maiores possíveis. Felizmente, elas corresponderam.
The Obsidian Conspiracy, que será lançado no dia 8 de junho nos Estados Unidos (mais cedo na Europa e Austrália) pela Century Media, é menos complexo que o anterior, mais direto e incrivelmente pesado, uma sonoridade semelhante a do criticado Enemies of Reality, de 2003.
Warrel Dane teve total liberdade nesse álbum e não decepciona, suas linhas vocais estão fantásticas como sempre. Jeff Loomis é uma máquina de criar riffs e solos arrasadores. Jim Sheppard (baixo) e Van Williams (bateria) completam o time infernal do Nevermore.
Outro ponto que realça a qualidade do grupo é o trabalho da dupla Peter Wichers (produção) e Andy Sneap (mixagem), que deixou o som de The Obsidian Conspiracy cristalino. Ainda é cedo para dizer em que lugar o disco pode chegar. No momento, basta dizer que ele é sensacional.
Ouça Emptiness Unobstructed.
segunda-feira, maio 10, 2010
Não foi dessa vez, Godsmack
Certas bandas não sabem a hora de parar. Não que The Oracle, novo disco do Godsmack, lançado no dia 4 desse mês pela Universal, seja ruim, o problema está na falta de criatividade.
Apesar de ser o mais pesado na trajetória do quarteto, iniciada há 14 anos, em Boston, o trabalho não traz nada de novo, repetindo a fórmula usada nos quatro álbuns anteriores.
Sempre achei o grupo formado por Sully Erna (guitarra e vocal), Tony Rombola (guitarra), Robbie Merrill (baixo) e Shannon Larkin (bateria) esforçado. Ao longo do tempo eles produziram um punhado de boas músicas que renderia uma coletânea honesta. E deu.
Muita gente não gosta dos caras alegando uma suposta cópia do Alice In Chains. Nada a ver. A banda tem a sua própria identidade, só que o som não é lá essas coisas mesmo. O Godsmack gravou um disco que é bom do início ao fim, pena que você não se lembra da primeira música quando ele acaba.
Ouça Cryin' Like A Bitch, primeiro single de The Oracle.
Apesar de ser o mais pesado na trajetória do quarteto, iniciada há 14 anos, em Boston, o trabalho não traz nada de novo, repetindo a fórmula usada nos quatro álbuns anteriores.
Sempre achei o grupo formado por Sully Erna (guitarra e vocal), Tony Rombola (guitarra), Robbie Merrill (baixo) e Shannon Larkin (bateria) esforçado. Ao longo do tempo eles produziram um punhado de boas músicas que renderia uma coletânea honesta. E deu.
Muita gente não gosta dos caras alegando uma suposta cópia do Alice In Chains. Nada a ver. A banda tem a sua própria identidade, só que o som não é lá essas coisas mesmo. O Godsmack gravou um disco que é bom do início ao fim, pena que você não se lembra da primeira música quando ele acaba.
Ouça Cryin' Like A Bitch, primeiro single de The Oracle.
segunda-feira, maio 03, 2010
15 anos de Ozzmosis
Eu não tenho nada contra a década de 80, muito menos contra o Randy Rhoads, mas o melhor disco do Príncipe das Trevas se chama Ozzmosis (1995).
Só de olhar o nome dos músicos no encarte assusta. Ozzy tem ao seu lado Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Rick Wakeman (teclados) e Deen Castronovo (bateria). Baita time, não acham?
Como se isso não bastasse, o vocalista divide as composições com Geezer, Lemmy e até Steve Vai, o que garante a variedade do material. O destaque do disco, no entanto, vai para Zakk Wylde, que coassina sete músicas e entrega uma performance inspirada.
Há quem diga o álbum conta com muitas baladas. Não discordo, mas não existe um fã de Ozzy que não goste de See You On the Other Side ou Ghost Behind My Eyes. Sem contar que ainda tem a clássica Perry Mason, a injustiçada Denial...
Ouça Tomorrow, a minha preferida.
Só de olhar o nome dos músicos no encarte assusta. Ozzy tem ao seu lado Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Rick Wakeman (teclados) e Deen Castronovo (bateria). Baita time, não acham?
Como se isso não bastasse, o vocalista divide as composições com Geezer, Lemmy e até Steve Vai, o que garante a variedade do material. O destaque do disco, no entanto, vai para Zakk Wylde, que coassina sete músicas e entrega uma performance inspirada.
Há quem diga o álbum conta com muitas baladas. Não discordo, mas não existe um fã de Ozzy que não goste de See You On the Other Side ou Ghost Behind My Eyes. Sem contar que ainda tem a clássica Perry Mason, a injustiçada Denial...
Ouça Tomorrow, a minha preferida.
quarta-feira, abril 28, 2010
Entrevista: Alirio Netto (Khallice)
Olá, amigos e leitores do Estética Musical. É com grande prazer que anuncio mais uma novidade para o blog. A partir de hoje, todo mês tentarei postar uma entrevista com alguém ligado ao mundo da música.
O escolhido para dar início aos trabalhos foi Alirio Bossle Netto, o talentoso vocalista do Khallice, grupo de metal progressivo de Brasília. Nascido em Florianópolis, o músico conta detalhes da sua carreira e fala sobre o seu atual momento.
Ouça Letting Go e acompanhe a entrevista.
Estética Musical: Olá, Alirio. Obrigado por conceder essa entrevista. Para começo de conversa, como você está? Como foi abrir para o Guns N' Roses em Brasília?
Alirio Netto: Estou bem, brother. Obrigado por perguntar. Minha vida aqui em Brasília é muito bacana, tenho muitos amigos e a cidade me acolheu muito bem. Em relação a abrir pro Guns, foi um sonho pra nós e pra mim, pois quem me conhece sabe o quanto gosto dessa banda. Além do mais o Bumblefoot foi muito legal e adorou o nosso show. Ficamos quase todo o tempo com ele, no final do show a gente se divertiu muito com o Sebastian, que é um dos caras mais sangue bom que já conheci.
EM: Com o lançamento de The Journey, em 2003, o Khallice foi apontado como banda revelação e uma grande expectativa em torno do grupo foi criada. Como vocês lidaram com essa badalação e o status de Dream Theater brasileiro?
AN: Confesso que no começo foi muito legal essa coisa de Dream Theater brasileiro. A gente realmente conseguiu um espaço muito bom na mídia e tal, mas depois começou a incomodar um pouco, por que apesar da influência, o Khallice tem uma cara própria. Isso fica mais claro no Inside Your Head, em que a banda pode explorar muito a veia mais Hard Rock.
EM: Em 2008, vocês gravaram o ótimo EP Inside Your Head. Qual a intenção da banda em lançá-lo?
AN: Pra começar a gente lançou esse EP no Rio, quando abrimos pra Dream Theater. Distribuímos mil EPs para o público presente e naquele momento a intenção era mostrar que a banda estava na ativa e produzindo. Só pra completar a Magna Carta lançou o The Journey em 2007 em várias partes do mundo, o que também foi um impulso pra gente botar algo novo na praça.
EM: Qual o motivo para a demora no lançamento de um segundo disco do Khallice, Alirio? Ele vai sair mesmo? Se sim, pode nos adiantar alguma coisa?
AN: A demora acontece por vários motivos, mas o principal foram as trocas de baterista. Nos últimos cinco anos foram quatro! Acho que somos muito chatos (risos). De qualquer forma, todos nós temos outros projetos além da banda, sejam eles na música ou não, e isso acaba atrasando tudo. Não vamos usar nada do Inside Your Head, o que dará mais trabalho. Já temos muitas ideias em andamento e, se tudo andar como planejado, a gente lança esse CD em 2010.
EM: Quem são os teus ídolos na música? Quais são as tuas influências?
AN: Virei cantor por causa do Freddie Mercury do Queen, pra mim ele é o cara, mas gosto muito do Steve Perry do Journey, Steven Tyler, Sebastian Bach, Dio, Glenn Hughes e todos esses caras que cantam muito. Gosto muito de pop em geral, desde Michael Jackson até coisas como o Josh Groban, e os musicais da Broadway também têm uma grande influência na minha música. Gosto muito dessa coisa do teatro.
EM: Relate para nós como foi a experiência de encenar Jesus Christ Superstar no México. O que isso contribuiu na tua carreira e na tua forma de cantar?
AN: O lance do Jesus Christ começou em Brasília em 1999, quando eu fiz o papel pela primeira vez em uma produção local. Em 2000 mandei um vídeo pro México onde estavam fazendo audições para uma produção oficial, a partir desse vídeo eles me chamaram para os testes. Fui selecionado para o papel de Jesus entre 1500 candidatos de vários países e foram quase dois anos de temporada que acabaram por causa do atentado às torres gêmeas. Voltei pro Brasil em 2003 pra gravar com o Khallice e o resto é história.
EM: Conte um pouco da tua relação com Floripa. Vens sempre para cá? Como é a vida de um manezinho da Ilha em Brasília?
AN: Cara, Floripa é o melhor lugar do mundo! Se eu pudesse nunca sairia daí, sempre que posso dou uma passada aí porque tenho muitos amigos e família em Floripa. A vida de um mané em Brasília é muito boa, principalmente na parte da grana, que é um pouco mais justa. Aqui se paga um pouco melhor pela arte, e é quase tão legal quanto Floripa. Quase! Só faltam as praias, o clima, o povo, a comida, o Figueira e as praias novamente (risos).
O escolhido para dar início aos trabalhos foi Alirio Bossle Netto, o talentoso vocalista do Khallice, grupo de metal progressivo de Brasília. Nascido em Florianópolis, o músico conta detalhes da sua carreira e fala sobre o seu atual momento.
Ouça Letting Go e acompanhe a entrevista.
Estética Musical: Olá, Alirio. Obrigado por conceder essa entrevista. Para começo de conversa, como você está? Como foi abrir para o Guns N' Roses em Brasília?
Alirio Netto: Estou bem, brother. Obrigado por perguntar. Minha vida aqui em Brasília é muito bacana, tenho muitos amigos e a cidade me acolheu muito bem. Em relação a abrir pro Guns, foi um sonho pra nós e pra mim, pois quem me conhece sabe o quanto gosto dessa banda. Além do mais o Bumblefoot foi muito legal e adorou o nosso show. Ficamos quase todo o tempo com ele, no final do show a gente se divertiu muito com o Sebastian, que é um dos caras mais sangue bom que já conheci.
EM: Com o lançamento de The Journey, em 2003, o Khallice foi apontado como banda revelação e uma grande expectativa em torno do grupo foi criada. Como vocês lidaram com essa badalação e o status de Dream Theater brasileiro?
AN: Confesso que no começo foi muito legal essa coisa de Dream Theater brasileiro. A gente realmente conseguiu um espaço muito bom na mídia e tal, mas depois começou a incomodar um pouco, por que apesar da influência, o Khallice tem uma cara própria. Isso fica mais claro no Inside Your Head, em que a banda pode explorar muito a veia mais Hard Rock.
EM: Em 2008, vocês gravaram o ótimo EP Inside Your Head. Qual a intenção da banda em lançá-lo?
AN: Pra começar a gente lançou esse EP no Rio, quando abrimos pra Dream Theater. Distribuímos mil EPs para o público presente e naquele momento a intenção era mostrar que a banda estava na ativa e produzindo. Só pra completar a Magna Carta lançou o The Journey em 2007 em várias partes do mundo, o que também foi um impulso pra gente botar algo novo na praça.
EM: Qual o motivo para a demora no lançamento de um segundo disco do Khallice, Alirio? Ele vai sair mesmo? Se sim, pode nos adiantar alguma coisa?
AN: A demora acontece por vários motivos, mas o principal foram as trocas de baterista. Nos últimos cinco anos foram quatro! Acho que somos muito chatos (risos). De qualquer forma, todos nós temos outros projetos além da banda, sejam eles na música ou não, e isso acaba atrasando tudo. Não vamos usar nada do Inside Your Head, o que dará mais trabalho. Já temos muitas ideias em andamento e, se tudo andar como planejado, a gente lança esse CD em 2010.
EM: Quem são os teus ídolos na música? Quais são as tuas influências?
AN: Virei cantor por causa do Freddie Mercury do Queen, pra mim ele é o cara, mas gosto muito do Steve Perry do Journey, Steven Tyler, Sebastian Bach, Dio, Glenn Hughes e todos esses caras que cantam muito. Gosto muito de pop em geral, desde Michael Jackson até coisas como o Josh Groban, e os musicais da Broadway também têm uma grande influência na minha música. Gosto muito dessa coisa do teatro.
EM: Relate para nós como foi a experiência de encenar Jesus Christ Superstar no México. O que isso contribuiu na tua carreira e na tua forma de cantar?
AN: O lance do Jesus Christ começou em Brasília em 1999, quando eu fiz o papel pela primeira vez em uma produção local. Em 2000 mandei um vídeo pro México onde estavam fazendo audições para uma produção oficial, a partir desse vídeo eles me chamaram para os testes. Fui selecionado para o papel de Jesus entre 1500 candidatos de vários países e foram quase dois anos de temporada que acabaram por causa do atentado às torres gêmeas. Voltei pro Brasil em 2003 pra gravar com o Khallice e o resto é história.
EM: Conte um pouco da tua relação com Floripa. Vens sempre para cá? Como é a vida de um manezinho da Ilha em Brasília?
AN: Cara, Floripa é o melhor lugar do mundo! Se eu pudesse nunca sairia daí, sempre que posso dou uma passada aí porque tenho muitos amigos e família em Floripa. A vida de um mané em Brasília é muito boa, principalmente na parte da grana, que é um pouco mais justa. Aqui se paga um pouco melhor pela arte, e é quase tão legal quanto Floripa. Quase! Só faltam as praias, o clima, o povo, a comida, o Figueira e as praias novamente (risos).
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sábado, abril 17, 2010
O fim de uma era
Com a morte do vocalista e baixista Peter Steele, aos 48 anos, na quarta-feira, devido a problemas no coração, não foi só o Type o Negative que perdeu o seu líder.
A face do maior representante do mundo gótico no heavy metal desapareceu da terra e deixou para os seus fãs sete grandes registros que jamais serão apagados da história.
Antes do Type O Negative, Peter, que nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, no dia 4 de janeiro de 1962, fez parte do Carnivore, banda de thrash metal que gravou dois trabalhos na década de 80.
Eu não vou ficar chorando a passagem dele para o outro mundo, pois não era um dos meus ídolos, mas, como tenho certeza de que muitos o fizeram, essa pequena homenagem se faz justa e necessária, ainda que tardia. Descanse em paz, Lord Petrus.
Veja o clipe da clássica Black No. 1.
A face do maior representante do mundo gótico no heavy metal desapareceu da terra e deixou para os seus fãs sete grandes registros que jamais serão apagados da história.
Antes do Type O Negative, Peter, que nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, no dia 4 de janeiro de 1962, fez parte do Carnivore, banda de thrash metal que gravou dois trabalhos na década de 80.
Eu não vou ficar chorando a passagem dele para o outro mundo, pois não era um dos meus ídolos, mas, como tenho certeza de que muitos o fizeram, essa pequena homenagem se faz justa e necessária, ainda que tardia. Descanse em paz, Lord Petrus.
Veja o clipe da clássica Black No. 1.
terça-feira, abril 06, 2010
Avantasia em dose dupla
O vocalista e baixista alemão Tobias Sammet conclui com o lançamento dos discos Angel of Babylon e The Wicked Symphony, a trilogia iniciada em 2008 com o álbum The Scarecrow.
O que chama a atenção nesses trabalhos, levados ao mercado no dia 3 de abril pela Nuclear Blast, é a presença do cantor norueguês Jørn Lande, que gravou 11 das 22 músicas.
Sammet apareceu para o cenário do heavy metal em 1995 com o Edguy, que vem perdendo espaço aos poucos para o Avantasia, muito mais ambicioso e desafiador para o alemão. Reunir todos esses astros não é para qualquer um. E a seleção é espantosa.
Tobias divide o microfone nos dois discos com o já citado Lande, além de Michael Kiske, Klaus Meine, Russell Allen, Tim Owens, Andre Matos, Jon Oliva, Bob Catley e outros.
A banda formada por Sammet traz os produtores Sascha Paeth (guitarra, ex-Heavens Gate) e Michael "Miro" Rodenberg (teclados), e o grande Eric Singer (bateria, Kiss).
Acredito que Tobias Sammet tenha se superado com Angel of Babylon e The Wicked Symphony. Enquanto o Edguy vem perdendo o fôlego após a influência do hard rock que infestou os dois últimos álbuns, o Avantasia segue firme e forte. Não me surpreenderia se integrarem a lista de melhores do ano no final de 2010.
Veja o dueto de Sammet com Klaus Meine no clipe de Dying For An Angel, do disco The Wicked Symphony.
O que chama a atenção nesses trabalhos, levados ao mercado no dia 3 de abril pela Nuclear Blast, é a presença do cantor norueguês Jørn Lande, que gravou 11 das 22 músicas.
Sammet apareceu para o cenário do heavy metal em 1995 com o Edguy, que vem perdendo espaço aos poucos para o Avantasia, muito mais ambicioso e desafiador para o alemão. Reunir todos esses astros não é para qualquer um. E a seleção é espantosa.
Tobias divide o microfone nos dois discos com o já citado Lande, além de Michael Kiske, Klaus Meine, Russell Allen, Tim Owens, Andre Matos, Jon Oliva, Bob Catley e outros.
A banda formada por Sammet traz os produtores Sascha Paeth (guitarra, ex-Heavens Gate) e Michael "Miro" Rodenberg (teclados), e o grande Eric Singer (bateria, Kiss).
Acredito que Tobias Sammet tenha se superado com Angel of Babylon e The Wicked Symphony. Enquanto o Edguy vem perdendo o fôlego após a influência do hard rock que infestou os dois últimos álbuns, o Avantasia segue firme e forte. Não me surpreenderia se integrarem a lista de melhores do ano no final de 2010.
Veja o dueto de Sammet com Klaus Meine no clipe de Dying For An Angel, do disco The Wicked Symphony.
sexta-feira, abril 02, 2010
Ele recusou o Metallica
John Bush é o cara. Qual maluco recusaria um convite para ser vocalista do Metallica? Lars Ulrich o convidou para ser frontman do grupo na época da gravação do Kill 'Em All (1983), mas ele não aceitou.
O cantor estava comprometido demais com o Armored Saint, que começava a despontar no cenário do heavy metal dos Estados Unidos, para se aventurar com célebres desconhecidos.
Até a morte do guitarrista Dave Prichard, de leucemia, em 1990, os Saints tinham gravado três discos. Com o substituto Jeff Duncan lançaram o clássico Symbol of Salvation um ano depois e se separaram. John Bush foi convidado para se juntar ao Anthrax. E dessa vez a resposta foi positiva.
Com a entrada do vocalista, o grupo capitaneado por Scott Ian (guitarra) sofreu uma mudança no direcionamento musical que não agradou parte dos fãs do Anthrax. A fase Bush pode não ser a mais inspirada em termos de composição, mas ele é de longe o melhor dos quatro que já passaram pela banda.
No ano passado, Bush anunciou que voltaria com o Armored Saint após 10 anos de inatividade. O resultado da reunião é o ótimo La Raza, que saiu no dia 16 de março de 2010, via Metal Blade Records.
Com Phil Sandoval (guitarra), Joey Vera (baixo), Jeff Duncan (guitarra) e Gonzo Sandoval (bateria), seus amigos na juventude, Bush parece estar mais à vontade e nos entrega mais uma excelente performance.
Analisando depois de todo o sucesso que James Hetfield e companhia conquistaram, parece loucura a atitude tomada pelo cantor, mas acho que ele agiu certo. Em vez de apenas uma banda clássica para ouvir, hoje temos três. Valeu, Bush.
Ouça Chilled, quinta música de La Raza.
O cantor estava comprometido demais com o Armored Saint, que começava a despontar no cenário do heavy metal dos Estados Unidos, para se aventurar com célebres desconhecidos.
Até a morte do guitarrista Dave Prichard, de leucemia, em 1990, os Saints tinham gravado três discos. Com o substituto Jeff Duncan lançaram o clássico Symbol of Salvation um ano depois e se separaram. John Bush foi convidado para se juntar ao Anthrax. E dessa vez a resposta foi positiva.
Com a entrada do vocalista, o grupo capitaneado por Scott Ian (guitarra) sofreu uma mudança no direcionamento musical que não agradou parte dos fãs do Anthrax. A fase Bush pode não ser a mais inspirada em termos de composição, mas ele é de longe o melhor dos quatro que já passaram pela banda.
No ano passado, Bush anunciou que voltaria com o Armored Saint após 10 anos de inatividade. O resultado da reunião é o ótimo La Raza, que saiu no dia 16 de março de 2010, via Metal Blade Records.
Com Phil Sandoval (guitarra), Joey Vera (baixo), Jeff Duncan (guitarra) e Gonzo Sandoval (bateria), seus amigos na juventude, Bush parece estar mais à vontade e nos entrega mais uma excelente performance.
Analisando depois de todo o sucesso que James Hetfield e companhia conquistaram, parece loucura a atitude tomada pelo cantor, mas acho que ele agiu certo. Em vez de apenas uma banda clássica para ouvir, hoje temos três. Valeu, Bush.
Ouça Chilled, quinta música de La Raza.
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quinta-feira, março 25, 2010
Mudança de planos no Deftones
Em novembro de 2008, o grupo californiano Deftones sofreu um grande baque. O baixista Chi Cheng bateu o carro e ficou meses em coma e até hoje está em estado de semiconsciência.
Na época, a banda estava gravando Eros, o sexta disco da carreira. Mesmo tendo o trabalho quase finalizado, o quinteto decidiu recomeçar do zero.
Com o baixista do Quicksand, Sergio Vega, o Deftones gravou Diamond Eyes, um dos seus melhores álbuns. A data prevista para o lançamento é 18 de maio, pela Warner Bros. Records. O segundo single (foto), saiu dia 23 de março. Alguém achou a capa parecida com o Standing On the Shoulder of Giants do Oasis?
O som continua praticamente o mesmo. Mesclando momentos incrivelmente pesados com refrões melódicos (marca registrada do grupo), o Deftones entrega um disco que esbanja maturidade.
Conheci a banda em 2000, quando joguei Dave Mirra Freestyle BMX. O engraçado é que, apesar de Be Quiet and Drive (Far Away) ser uma música fantástica, nunca dei bola para o quinteto liderado pelo vocalista Chino Moreno. Azar o meu.
Ouça Risk, um dos destaques de Diamond Eyes.
Na época, a banda estava gravando Eros, o sexta disco da carreira. Mesmo tendo o trabalho quase finalizado, o quinteto decidiu recomeçar do zero.
Com o baixista do Quicksand, Sergio Vega, o Deftones gravou Diamond Eyes, um dos seus melhores álbuns. A data prevista para o lançamento é 18 de maio, pela Warner Bros. Records. O segundo single (foto), saiu dia 23 de março. Alguém achou a capa parecida com o Standing On the Shoulder of Giants do Oasis?
O som continua praticamente o mesmo. Mesclando momentos incrivelmente pesados com refrões melódicos (marca registrada do grupo), o Deftones entrega um disco que esbanja maturidade.
Conheci a banda em 2000, quando joguei Dave Mirra Freestyle BMX. O engraçado é que, apesar de Be Quiet and Drive (Far Away) ser uma música fantástica, nunca dei bola para o quinteto liderado pelo vocalista Chino Moreno. Azar o meu.
Ouça Risk, um dos destaques de Diamond Eyes.
sexta-feira, março 19, 2010
Scorpions se despede com ótimo disco
Sting In the Tail, 17° disco de estúdio gravado pelo Scorpions, que será lançado hoje pela BMG, encerra a trajetória da maior banda alemã de todos os tempos.
O álbum, gravado no ano passado e produzido pela dupla Mikael "Nord" Andersson e Martin Hansen, traz o som que consagrou o grupo nos anos 80.
Em Sting In the Tail, temos grandes músicas como Spirit of Rock, com sua pega hard, a ótima balada The Best Is Yet to Come, além da surpreendente The Good Die Young, com a participação especial da cantora finlandesa Tarja Turunen (ex-Nightwish).
Após 45 anos na estrada, o quinteto hoje formado por Klaus Meine (vocal), Matthias Jabs (guitarra), Rudolf Schenker (guitarra), Pawel Maciwoda (baixo) e James Kottak (bateria), decidiu sair de cena.
A turnê para promover o último disco do Scorpions, batizada de Get Your Sting and Blackout, tem previsão de terminar em 2012. Depois de alguns equívocos na carreira, a banda se despede de forma digna, com um ótimo trabalho. Nada mais justo.
Ouça Raised On Rock, primeiro single do álbum.
O álbum, gravado no ano passado e produzido pela dupla Mikael "Nord" Andersson e Martin Hansen, traz o som que consagrou o grupo nos anos 80.
Em Sting In the Tail, temos grandes músicas como Spirit of Rock, com sua pega hard, a ótima balada The Best Is Yet to Come, além da surpreendente The Good Die Young, com a participação especial da cantora finlandesa Tarja Turunen (ex-Nightwish).
Após 45 anos na estrada, o quinteto hoje formado por Klaus Meine (vocal), Matthias Jabs (guitarra), Rudolf Schenker (guitarra), Pawel Maciwoda (baixo) e James Kottak (bateria), decidiu sair de cena.
A turnê para promover o último disco do Scorpions, batizada de Get Your Sting and Blackout, tem previsão de terminar em 2012. Depois de alguns equívocos na carreira, a banda se despede de forma digna, com um ótimo trabalho. Nada mais justo.
Ouça Raised On Rock, primeiro single do álbum.
sábado, março 06, 2010
Talento + Ego = Jørn Lande
Poucos vocalistas chamaram tanto a atenção na última década quanto o norueguês Jørn Lande, o senhor ego. Encrenqueiro como poucos, o nórdico não se mantém em um grupo por mais de cinco anos.Desde 1993, quando estreou no cenário do hard rock/heavy metal com a banda Vagabond, Lande demonstrou a sua versatilidade em cerca de 30 discos, divididos entre 14 projetos diferentes.
O currículo do cantor é vasto. Jørn gravou com o The Snakes, Mundanus Imperium, Ark, Millenium, Beyond Twilight, Brazen Abbot, Russel Allen, Avantasia, Ken Hensley, Masterplan e Ayreon. Sem falar na carreira solo, iniciada em 2000, com sete trabalhos lançados.
Alheio às comparações com Dio e Coverdale, o vocalista conseguiu se firmar como o mais talentoso da sua geração. Quem duvida basta ouvir os álbuns Burn the Sun, The Devil's Hall of Fame ou Masterplan para comprovar.
Falando em Masterplan, Jørn Lande voltou para o grupo três anos depois de ter alegado as famosas diferenças criativas. Um novo disco está programado para sair em abril, pela gravadora AFM Records. Vamos ver se agora dá certo.
Ouça Master of Sorrow, gravada em 2007.
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