Miles Dewey Davis III nasceu para romper barreiras. Vindo de uma família rica de Alton, estado de Illinois, Miles Davis é responsável por mudanças significativas na forma de tocar e conceber o jazz.Em 1944, aos 18 anos, teve uma grande oportunidade ao participar de algumas apresentações com a big band do cantor Billy Eckstine em St. Louis, cidade para a qual seus pais se mudaram em 1927, um ano depois do seu nascimento. Faziam parte deste grupo o trompetista Dizzy Gillespie e o saxofonista Charlie Parker, criadores do bebop.
Poucos anos mais tarde, no final dos anos 40, Miles Davis instituiria um novo estilo, o cool jazz. Um som mais calmo, sem o virtuosismo e a complexidade do bebop. O trompete de Miles soava limpo e puro, que valorizava cada nota executada. A popularidade do gênero é tanta que, Kind of Blue, disco gravado em 1959, é o álbum de jazz mais vendido de todos os tempos.
Mas é com a gravação de Bitches Brew, em 1969, que Miles Davis justifica a sua posição de artista dos mais influentes e revolucionários. A inimaginável fusão de jazz e rock soa perfeita. O nível de improvisação e experimentalismo nos seus quase 100 minutos de música é de chocar qualquer um.
Miles Davis foi o cara que mais revelou músicos talentosos. Muita gente apareceu e fez fama tocando com o trompetista. A lista é grande: os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter e Cannonball Adderley, os pianistas Chick Corea e Herbie Hancock, o guitarrista John McLaughlin e muitos outros.
Em 1991, aos 65 anos, Miles Davis morreu de pneumonia, insuficiência respiratória e acidente vascular cerebral (AVC), em Santa Monica, Califórnia. Se estivesse vivo, faria 83 anos amanhã.
Assista a clássica So What, do disco Kind of Blue, de 1959.

