Nunca entendi o título de rei dado pela Globo a Roberto Carlos, um cara que todos os anos prefere se apresentar para funcionários da emissora ou para um monte de bestas em cruzeiros. Tim Maia gostava mesmo era de estar com o seu público, que dançava e se emocionava com as suas canções cheias de balanço e sentimento.
Sebastião Rodrigues Maia, o síndico da música brasileira, pagou o preço por falar tudo o que pensava e pelos excessos fora (e dentro) dos palcos. Seu melhor momento foi na metade dos anos 70, quando abandonou as drogas e entrou de cabeça na Cultural Racional.
Nos dois volumes de Racional, Tim Maia exalta a Cultura Racional, uma breve viagem pelo mundo da ufologia. Percebendo que não entraria em contato com extraterrestres, o cantor caiu na real e parou com todo aquele papo de imunização racional.
Não só por esses maravilhosos discos, dos melhores da nossa história, os quais renegou até a sua morte, em 1998, mas por todo o talento e a capacidade de entreter o público, também, Tim Maia é o verdadeiro rei da música brasileira.
Confira o vozeirão do síndico em Bom Senso.

