Após nove anos, finalmente, o Stone Temple Pilots lançou um novo disco. O sucessor de Shangri-La, homônimo, é bom, mas não empolga.
Se esse trabalho do STP apresentasse grandes solos de guitarra, não seria exagero pensar, ou até afirmar que estamos ouvindo o Velvet Revolver, banda da qual Scott Weiland (vocal) fez parte nos últimos anos.
São 12 músicas agitadas, simples e curtas. Apenas duas faixas ultrapassam os quatro minutos de duração. A voz de Weiland está um pouco diferente, cadê aquelas interpretações inspiradas de Creep, Plush ou Wonderful? Tudo soa muito sem vontade.
O sexto disco do STP, que saiu no dia 25 do mês passado pela Atlantic Records, é apenas burocrático. Nada explica que uma das melhores do álbum seja Samba Song, uma sobra do Shangri-La.
Scott Weiland, Dean DeLeo (guitarra), Robert DeLeo (baixo) e Eric Kretz (bateria) gravaram boas músicas, mas bem que poderiam ter ficado cada um no seu canto. Poupariam-me da decepção.
Ouça Maver, última faixa de Stone Temple Pilots.
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quarta-feira, junho 02, 2010
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